sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Convidado Kayke Campeche







Xingu, a natureza chora


Malévolo. Monstro que aqui me tem nas mãos em prol de um consumismo maleducado protegido pela barragem que se tem em casa. Falta de ideais criam alienados trocando trocados para satisfação pessoal. Se só pensam em sí, não hão de pensar além das estimativas de idade última. Ignóbeis. Fraudulentos. Mentirosos. Não lhes cabem o direito de estar sobre um monte belo, mas testemunhar um futuro massacrante àqueles que os diz representar. Reciprocidade das ações. Cachoeira de mentiras omitindo verdades escondidas sob o véu da estupidez. Molestam a verdadeira dependência de mim. Choro.
Cuspo indignações. Luto não só pelos paredões verdes e as águas correntes, mas também por cada vida exaurida caso esse projeto que me destinam seja cumprido. Mortandade de diversas espécies. Demonstração de um domínio através de falsas promessas, politicagem agravante. Desalojamento das boas intenções. Terceira maior baboseira do mundo. Malocas inundadas pela soberba aguçada pelo ego oculto em parafrases utópicas. O rio da prosperidade e do conhecimento não pode secar. Ainda há tempo, somos a solução! Solucem contra a expansão da destruição.
Àqueles que ao meu lado lutam, não desistam, não se calem. De melhor valia são as polifônias revoltosas. Não se pode permitir a ignorância de terceiros banalizando a existência das vidas que aqui ribeiram. Não se pode deixar iludir pela construção de um galalau de impacto tão terrível. Não se pode deixar de evitar esta proliferação cancerígena. Não se pode: Belo Monte!

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Kayke Campeche Lira nasceu em 10 de fevereiro de 1993 (19 anos) em Teixeira de Freitas- Bahia. Estudante de Engenharia Civil e amante da literatura, tem a escrita como um meio de identidade pessoal e uma porta para liberdade de expressão.

Um comentário:

Ligia Guedes disse...

Olá, passando para antecipar um FELIZ NATAL e NOVO ANO.

Lígia Guedes.